Alfabetização arranca em Canaúlo

Mais de 2.800 adultos da aldeia de Canaúlo, município de Golungo-Alto, na província do Kwanza-Norte, vão ser alfabetizados nos próximos três anos, anunciou na quarta-feira, nesta localidade, a presidente do conselho de administração da Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo, ADPP/Angola.
De acordo com Rikke Viholm, nesta altura já estão formados 40 alfabetizadores para assegurar, nos próximos anos, a formação dos cidadãos da referida aldeia.
Segundo a responsável, o projecto visa fornecer aos alfabetizandos capacidades individuais que lhes permitam fazer o registo civil, tratar do bilhete de identidade e projectar uma agricultura saudável.
A presidente do conselho de administração da ADPP em Angola disse que, além da vertente educacional, existem acordos na área de desenvolvimento comunitário, envolvendo todas as famílias situadas nas localidades abrangentes, através de várias linhas de acção, como o caso da promoção da cidadania, cuidados com a água e preservação do ambiente.
De acordo com ela, cada comunidade será representada por um líder com a responsabilidade de gerir todo o projecto. No final de um triénio, os referidos responsáveis vão fazer o balanço das actividades realizadas e projectar as acções futuras junto das autoridades locais e parceiros existentes em todo o país.
Estas acções enquadram-se no âmbito de um protocolo de entendimento rubricado entre o Ministério da Educação e a secretaria do Estado para a Agricultura e Desenvolvimento Rural, no qual se prevê ainda a promoção da educação de alfabetização, até finais de Dezembro próximo, para cerca de 55 mil adultos residentes nas comunidades rurais do país.
A implementação deste projecto, de acordo com a secretária de Estado para a Agricultura e Desenvolvimento Rural, Filomena Delgado, que falava, por ocasião da abertura oficial da Campanha Nacional de Alfabetização de Adultos a nível das Comunidades Rurais, esta missão vai ser assegurada por 880 alfabetizadores na região.

A secretária de Estado disse que esta parceria público-privada será desenvolvida, através de três módulos, com a duração de três meses cada, que corresponderão da primeira à sexta classes.
Filomena Delgado salientou que o referido programa vai ajudar a melhorar o desenvolvimento social de cada pessoa e das comunidades envolvidas, tendo sublinhando que “ler e escrever é um direito constitucional, de todos os angolanos, sem exclusão de sexo ou raça”.Redução do analfabetismo.
O chefe de departamento nacional de Educação de Adultos, Alberto Sobrinho, revelou que estas acções vão permitir ao país reduzir o índice de analfabetismo, que actualmente atinge 30 por cento da população angolana.
Segundo o responsável, o Executivo pretende reduzir a cifra para 10 por cento, até 2015. E a parceria com a ADPP visa melhorar a implementação e concretização dos projectos de alfabetização nas comunidades mais longínquas, onde haja adultos iletrados, principalmente jovens.
Frisou que o Ministério da Educação, em colaboração com os seus parceiros sociais, trabalha na aquisição de espaços próprios para a administração das aulas de alfabetização, com vista a dar maior solidez e dignidade ao processo.

Fonte: Jornal de Angola

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