Agravamento dos riscos de mercado

Risco agravou-se no mercado financeiro francês
Risco agravou-se no mercado financeiro francês

Alguns riscos detectados há um ano pela entidade francesa de supervisão dos mercados financeiros mantêm-se e vão agravar-se no contexto da crise de dívida soberana na Europa, refere um relatório, de terça-feira, da Autoridade dos Mercados Financeiros (AMF).
Além dos riscos associados à crise de dívida soberana nos países periféricos, a instabilidade nos mercados de matérias-primas também veio contribuir para o agravamento da situação, salienta um estudo da AMF.
O documento, o quinto deste ano, cobre as tendências do mercado bolsista, o financiamento da economia, a poupança dos particulares e os organismos de investimento colectivo.
Num dos capítulos desse estudo, é analisado o impacto do aumento do risco soberano sobre o sector bancário.
Nesse contexto, o relatório da AMF cita dados do Natixis, segundo os quais 23 por cento do stock da dívida de longo prazo emitida por Espanha, Portugal, Irlanda e Grécia -cerca de 442 mil milhões de euros – está nos balanços de bancos da Zona Euro.
Este stock de dívida de países europeus em dificuldades pesa 13 por cento na carteira dos bancos alemães, 11 por cento nos franceses e 8 por cento, nos britânicos.
Isto justifica que os testes de resistência (stress tests) à banca europeia tenham critérios mais exigentes de solvabilidade, mas também ajuda a perceber porque motivo a Alemanha preferiu evitar o colapso grego e abrir a porta a uma solução positiva para a crise de Atenas.

 

Um reforço do auxílio financeiro à Grécia pode ser acordado no final do mês, anunciou o presidente do Eurogrupo.

 

Fonte: Jornal de Angola

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